quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Siri, Limão e as borboletas...

Acho que já deu pra perceber que eu gosto de borboletas né?
Gosto delas por vários motivos e não é um gostar por gostar.
Num imã de geladeira que ganhei do meu pai há muitos anos atrás, fala da origem do meu nome e me descreve como "as free as the air"
... tão livre quanto o ar ...
Eu tiro daí a minha adoração por borboletas.

Gosto delas por outros vários motivos também, mas vocês já devem estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com as nossas 'portas preferidas'...

Ah, as borboletas tem muito a ver com eles.

Falo nelas aqui hoje porque lembrei de uma expressão muito característica, em inglês, que traduz perfeitamente o que acontece entre Siri e Alemão.
"Butterflies in the stomach",
o nosso conhecido frio na barriga.

A tradução não é literal, mas a sensação é.
O frio que a gente sente assim, quando aquele alguém toca a gente,
vem das borboletas que se mexem lá dentro,
anunciando um sentimento que não há como renegar.

O efeito que isso tem sobre os dois é notável..
Quando aquela pequena mulher encostava naquele homem,
Acho que o céu, pra eles, parecia descer até aqui..

É engraçado o pouco poder que eles detém sobre o que sentem..
Na Íris e no Alemão eu parecia enxergar o caminho que a sensação percorria..
Vinha lá de dentro, bem devagarinho, aquele friozinho..
Subia, corrompia, não deixava o arredor interferir.

E aí, de repente,
...ela fechava os olhos...

era nesses segundos que eu percebia
que ela já não detinha controle algum...

Quando a caipira fechava os olhos, era a prova e a mostra.
Era a imagem nítida das borboletas,
passando dele pra ela...
Dela, pra ele.

Eu via aquele calafrio percorrendo os lábios, os olhos, o pescoço..
Via o arzinho caminhar entre eles, brincando com as sensações, através daquela maldade sedutora, adorando ver um homem e uma mulher tão perdidos
com a intensidade do que sentiam...

Quando ele chegava pertinho
era engraçado o nervosismo dela, a maneira como ela olhava pro infinito,
evitando os olhos dele encontrar...

Só que aí, quando ele encostava o rosto no dela,
quando beijava aquela bochecha um milhão de vezes,
de olhos fechados ela sorria,
feliz por ele não estar olhando, feliz por ele não vê-la se entregar...

Mas ele via.
E não via através dos inúmeros espelhos que a casa continha e nem poderia,
pois seus olhos estavam fechados também.
O Alemão via que ela tremia porque as borboletas ele sentia, através delas ele conseguia provar que uma mulher não precisa falar...

O seu corpo a faz se entregar.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Não falem sobre o que eu sinto, por favor.

Me deixa muito triste, porque se até eu tenho dificuldade de expressar os meus sentimentos, que são muitas vezes complexos, imagina se alguém que sequer me conhece vai descrevê-los fielmente...
Ninguém tem o direito de falar por mim.
Nem quem me odeia, nem quem me ama.
É muito injusto, porque além de não me dar o direito de me defender,
não me permite nem concordar...
Escrevi isso que posto a seguir aqui no blog dia 10/11/07.
Acho que se encaixa perfeitamente para desmentir o que andam falando por aí sobre mim..

***
"Eu tenho um grande problema. Eu defendo sempre, a todo custo, quem está sendo massacrado... Aí às vezes passo a idéia de que tenho um lado.
Na verdade, eu sempre tenho um mesmo, não vou mentir.
É bem difícil eu não tomar partido numa discussão, não me posicionar em um dos lados da ponte e seguir ali, firme. Atravessá-la eu quase nunca faço.
Quando, em junho, o namoro acabou, daquela forma, eu parei e sentei de um lado só: da Siri.
A minha vontade era de protegê-la, de atenuar aquela dor que o Diego havia causado. Feri-la era, de alguma forma, machucar a mim também. A forma como ele terminou foi desleal, foi egoísta. Deixou que um orgulho ferido se sobressaísse a um carinho e bateu...
Mas bateu forte, de maneira injusta, infantil e cruel demais. Bateu em alguém que merecia todo o amor do mundo... e mais um pouco.
Por alguns dias, então, eu alimentei a vontade de derrubar a ponte que eu havia construído entre eles...
Não existia mais razão nenhuma dela existir.
Ia fixar os meus pés do lado dela e pronto.
Só que quando mais a minha certeza se firmou, quando mais eu estava decidida a acabar com a ponte, eu lembrei que tinha sido durante uma situação muito parecida que eu havia construído aquela ligação.
Tinha feito isso quando, na festa italiana, de uma maneira infantil ele a ofendeu, falou horrores e foi cruel também. E daquela vez, eu sorri...
Eu vi ali que ele gostava dela, e gostava daquela maneira mais honesta que um homem pode gostar de uma mulher.
Gostava apesar...
Apesar dos amigos, apesar do convencional, apesar dela mesma.
A partir dali, lado nenhum eu assumi.
Sempre estive dos dois, ao mesmo tempo, tentando compreender motivos e encontrar razões.
Então eu pensei: se eu coloquei de vez no meu coração o Alemão depois daquilo, porque agora eu estava tirando? Foi aí que eu senti vergonha de mim mesma.
A situação era idêntica.
As razões pelas quais eu estava destruindo a ponte eram as mesmas que tinham me feito construí-la: honestidade. De ambas as partes.
A diferença talvez entre mim e outras pessoas é que eu não levantei a bandeira dele só porque ele gostava dela. Não.
O defendi e ainda defendo porque individualmente ele pra mim é único, porque me encantei com quem ele é, em primeiro lugar. Depois, com o sentimento dele por ela...
Me dei conta, então, que eu estava prestes a ignorar tudo isso só porque todo mundo estava agindo assim... eu estava sendo levada pela multidão e estava deixando do outro lado da ponte, sozinho, o Alemão.
Talvez por isso eu tenha voltado correndo, tenha refeito o cimento, tenha firmado a ponte outra vez. Prometi que não tomaria mais partido, pois de qualquer lado da ponte que eu ficasse, não ficaria feliz. Não ficaria feliz em ver os olhos verdes da Siri tristes de um lado, nem a carinha linda do Diego se desfazer...

Eu não consigo escolher um lado.
Eu não quero, não me façam escolher.

Se eu, hoje, defendi o Alemão, é porque a ponte eu estou tentando manter.
É porque eu quero muito que a Caipira seja feliz, quero muito ver aqueles olhos brilhando outra vez.
Do lado dela, eu sempre estive.
Esse lado eu nunca abandonei, nem nunca sequer pensei em deixar, nunca tive dúvidas de que era o certo.
Quando a bandeira dele aqui eu levanto, não significa que a dela eu guardei no bolso.
Essa já foi transformada em camiseta e eu a visto há muito tempo, muito antes dele a conquistar.
Se eu defendo hoje o Alemão é porque é ele que está sendo pintado como vilão, não ela.
Se eu critico hoje quem faz da Siri uma rainha é porque eu tenho medo que nisso ela acredite. Tenho medo que vilã se torne a menina doce, ingênua e sincera cujo rosto eu trago estampado no peito, há meses. "

***

Agora pra desbancar qualquer teoria furada, esse vídeo aí embaixo não tem nada demais, fiz num programa comum, não é um dos meus vídeos especiais, mas ele foi publicado dia 07 de julho desse ano, quando era a Siri que precisava de carinho...
Espero que ele sirva para alguma coisa, ainda hoje.